As tecnologias digitais de informação e comunicação como desafio para o educador

Tablets, notebooks, projetores multimídia, lousa digital, Internet, smartphones e tantas outras ferramentas estão transformando a cabeça do professor em um caldeirão de interrogações, medo e insegurança. São as tecnologias digitais de informação e comunicação que tomaram conta do cenário educacional e passaram a fazer parte do nosso cotidiano de sala de aula.

Os nossos alunos estão conectados, extremamente conectados e usam de tudo com a facilidade de quem já nasceu em uma era tecnológica; para esta geração o computador não é novidade e já posso arriscar a dizer que é uma ferramenta que já esta sendo ultrapassada graças aos avanços que o mercado de TI (Tecnologia da Informação) oferece a cada mês. Eles utilizam de recursos que o professor, em muitos casos, desconhece. Ferramentas atuais e muito usadas pelos jovens como as redes sociais, reformulam os métodos tradicionais de relacionamento e transportam os alunos para um mundo paralelo aos nossos olhos, mas que para eles é a normalidade, faz parte da norma, do real. E o professor, como fica nesta história? O que deve fazer? Como se sentir incluído neste mundo a parte da realidade em que ele se acostumou a lecionar?

Muitas vezes os alunos não tem interesse no que está sendo ensinado em sala de aula e projeta a sua mente para fora daquele ambiente como se pudesse também virtualizar em si o mundo real em que vive. Não presta atenção. Mas ao mesmo tempo consegue prestar atenção em várias coisas de uma só vez quando está em frente ao computador, compartilhando ideias no facebook, ouvindo um mp4 em uma rádio on-line ou curtindo um vídeo no youtube. Porque essa diferenciação paradoxal no aluno? Em sala desatenção, no mundo virtual atenção multifocal? Talvez a resposta para essa e as perguntas acima estejam em uma frase que a pouco tempo li em algum lugar: a escola ainda vive no século XIX, os professores estão no século XX e o alunos já vivem o século XXI. São três épocas diferentes que tentam falar a mesma língua, conviver em um mesmo ambiente, trocar ideias e informação como se isso fosse realmente possível.

É necessário que o educador entenda que nos dias atuais faz absoluto sentido o seu aluno saber mais do que ele quando a questão é a tecnologia. O professor deixou de ser o detentor do saber completo e passou a ter que redescobrir a sua função. Antigamente o “mais inteligente” era aquele que tudo sabia, que conhecia completamente sobre a matéria ou o assunto, hoje o mais sábio é aquele que sabe onde encontrar a informação e o que fazer com ela. Não preciso saber de tudo, mas é necessário saber que o mundo mudou, que os alunos mudaram e que a informação é valiosa para quem sabe utilizá-la com maestria.

O professor atual precisa se adequar a uma nova forma de educar. Uma forma onde ferramentas tecnológicas são fundamentais para o bom trabalho em sala de aula. Não tem como fugir deste processo que hoje vem “engolindo” todos os ramos do mercado, transformando a sociedade e mostrando que estamos vivendo uma mudança de época.

Quando vemos esse novo caos organizado que o jovem vive, de recursos tecnológicos, de atenção naquilo que o atrai apenas, de novas linguagens e novos conceitos percebemos que a educação precisa se adequar. É o mundo 2.0 (já caminhado para o 3.0), o mundo da inteligência virtual, do imediatismo tecnológico.

O professor atual precisa compreender que ele é a peça principal neste contexto de ensino-aprendizagem modificado, mutado pelo conceito moderno da TI. Ele primeiramente precisa deixar o preconceito que o paralisa diante deste novo mundo, enfrentar o medo de saber que por vezes o aluno pode ajuda-lo a construir o conhecimento e se adaptar, se adequar, passar a ser professor.com, educador de novos rumos e novos tempos.

É por isso que criamos a SALA DE BIT, para ajudar educadores e instituições de ensino a caminharem com maestria por entre esses bits e bytes que movem a educação na atualidade. FALE CONOSCO.

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