A sociedade on-line e o mundo novo

Sem dúvida vivemos uma mudança de época, não temos ainda a dimensão do que está acontecendo pois estamos no meio da mudança, no olho do furacão e só se saberá coisas palpáveis sobre os dias atuais nos livros de história do futuro.

Talvez esta época seja chamada de Idade Tecnológica mais adiante, e digo isso porque se pararmos para pensar, os grandes avanços tecnológicos em todos os setores da sociedade aconteceram nos últimos 10, 15 anos e ainda acontecem agora, estão sendo vivenciados neste momento. Na medicina, na física, nos automóveis, nas casas, na informática, tudo está ganhando uma nova forma agora, estamos no forno. A educação também muda, e esta mudança causa desconforto pois muitas questões que estão sendo colocadas hoje não tem respostas e para assombro de muitos, as perspectivas de obtê-las são ainda apenas conjecturas. Que rumo a escola vai tomar a partir daqui? Que consequências essas mudanças vão trazer para o processo de ensino-aprendizagem? Como ficará o educador e o educando em meio a tecnologia que invade o sistema de ensino? O que fazer? Como proceder? 

O professor tem buscado se adaptar, e muitas vezes, sem sucesso a este novo modelo de educação onde a tecnologia é meio absoluto no processo de ensino-aprendizagem. Nossos jovens estão totalmente on-line independente da classe social ou formação e tem essa vivência tecnologia com tanta naturalidade que não se enxerga de outra maneira. Ele é a tecnologia. As redes sociais, os meios de comunicação e toda forma de conectividade faz parte da vida destes jovens que buscam a escola. Que estão em processo de formação.

O grande “nó” nisso tudo é que este novo ser humano, já chamado por alguns estudiosos  e entusiastas de “homointernectus”, que está sendo gerado pela tecnologia e que ao mesmo tempo a gera, não sabe o que fazer com tanta informação. Não sabe como filtrar a quantidade de dados que encontra na web e direcionar para o que é de qualidade.

É neste contexto que entra em ação o papel do professor e da escola, ou seja, auxiliar este jovem neste caminho virtual, já calculados em zettabytes, para que ele possa encontrar aquilo que realmente é importante e que vai trazer avanço na sua vida pessoal e profissional. Mas o “nó” aperta mais aqui, ficando cada vez mais “cego”, pois o professor da atualidade está aquém deste mundo novo que já faz parte da vida do aluno. O professor muitas vezes se perde dentro das mídias sociais e não consegue descobrir o caminho que o leve ao conhecimento a partir do uso das NTIC´s. e muito menos a forma como que elas possam auxiliá-lo no processo de ensino-aprendizagem. Talvez o professor do futuro tenha que ser uma espécie de educador Big Data. Parenteses aqui: Big Data é o conceito de filtrar e encontrar com precisão e qualidade dados que sejam relevantes em meio a quantidade exagerada de informação que temos na Web.

Um outro problema é justamente a sala de aula. Que lugar é esse hoje? Como deve ser? A sala de aula mudou, mesmo continuando com aquela velha “cara” que tinha no século XIX. Ela é do aluno por excelência; ele tem que ter ali um lugar de conforto, um lugar onde goste de estar, onde se sinta bem. Já escutei algumas vezes por ai que estudar é gostoso, o que atrapalha é a escola, porque qual aluno hoje, gosta de ir pra escola? A obrigação continua sendo o motriz norteador. Mas quando é que vamos descobrir um lugar onde os jovens gostem de estar, mesmo que para estudar?  Talvez o problema esteja na estética das salas de aulas, no processo em que ela se encontra; os jovens tentam fazer da aula lugar para se expressarem e isso causa na verdade um tumulto e o professor, é claro, perde espaço e oportunidade de diálogo. É como uma receita que precisamos descobrir o tempero certo, a mistura correta e o ponto exato para ficar pronta. Uma receita de um bolo antes nunca feito. Totalmente novo.

Uma escola totalmente nova se faz como? Com quais ferramentas? Uma escola nova precisa de um professor novo, e este profissional se forma como? Como “cria-lo”? Onde encontrar este professor tecnológico que sabe filtrar dados, que sabe direcionar informações, que sabe encontrar as informações corretas para si e para os seus alunos? Como criar um professor Big Data?

Algumas perguntas não são novas, outras inéditas; o certo é que estão na cabeça de educadores sérios que querem ver a escola se tornar o melhor lugar para formar com excelência pessoas que poderão ter a oportunidade de mudar o mundo nesta sociedade on-line que tanto carece de professores tecnológicos e norteadores de conhecimento. É neste contexto que abrimos a Sala de bit, e criamos o Método SALAS para juntos descobrirmos como usar a tecnologia com eficiência e simplicidade na educação.

Fale conosco!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *